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terça-feira, 7 de outubro de 2014

Paciente terminal escolhe dia de sua morte e faz campanha pela eutanásia

Paciente de Câncer luta para que doentes possam escolher como 
querem morrer  (Foto: Digulgação/THE BRITTANY FUND)
Brittany Maynard luta para que pacientes em estágios terminais sejam poupados do sofrimento final da doença


Aos 29 anos, a americana Brittany Maynard não tem mais chances de lutar por sua vida por conta de um câncer terminal no cérebro. Ela decidiu a forma como vai morrer e a data: dois dias depois do aniversário do marido. Sua luta é para que outros doentes também tenham a oportunidade planejar o invevitável fim.

Maynard lançou, na segunda-feira, uma campanha na internet chamada Compassion & Choice na qual luta para que a legislação americana seja alterada para que pacientes como ela possam decidir como querem terminar seus últimos dias.


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Desde o diagnóstico, no início deste ano, a jovem se tornou uma ativista da causa ao criar The Brittany Fund, uma fundação que luta pelo direito de morrer com dignidade.

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Apenas 5 estados americanos possuem leis do tipo, como é o caso de Oregon, local para onde se mudou após deixar São Francisco.



Desde 1997, quando a lei Death with Dignity Act (Morte com Dignidade, em tradução livre) foi aprovada em Oregon, cerca de 500 pacientes terminais conseguiram o direito de encerrar suas vidas.

Washington, Montana, Vermont e Novo México também possuem legislações semelhantes, mas para Maynard isto não é o suficiente. "Atualmente, é uma escolha disponível para poucos americanos, o que é antiético".

No dia 1° de novembro, Maynard planeja tomar uma pílula receitada por seus médicos e morrer na cama que partilha com o marido enquanto ouve sua música preferida.

Ela ressaltou, no entanto, que o ato não tem relação com suicídio. "Não há uma célula suicida em meu corpo ou que queria morrer", afirmou à revista "People". "Quero viver. Gostaria que houvesse uma cura para esta doença, mas não há."

A americana afirmou tomou a decisão de tirar a própria vida antecipadamente para não sofrer no estágio final da doença. "Não tenho nem como descrever o alívio que tive ao saber que não terei que morrer da forma como foi descrito pelos médicos", contou em um depoimento divulgado em um vídeo no YouTube.

Antes de falecer, a americana está viajando por locais históricos dos Estados Unidos ao lado do marido. Ela prometeu reencontrar a mãe em Matchu Pitchu, no Peru, em espírito, quando a mulher viajar para o país.

Por Marie Claire

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