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segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Parcialidade da PM faz juiz solicitar tropas federais para a cidade de Patos, diz TRE

TRE-PB
Polícia Militar informou por meio de nota que respeita a decisão do juiz da 28ª Zona Eleitoral, mas desconhece qualquer ato de parcialidade ou omissão praticado por parte dos integrantes da instituição no estado

O juiz eleitoral da comarca de Patos, no Sertão do estado, Ramonilson Alves, solicitou ao Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) o reforço de tropas federais para a segurança do município no domingo (26), data em que acontece o segundo turno das eleições para presidente e governador, no estado. No 1º turno, o TRE autorizou o envio de tropas federais apenas para Campina Grande.

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O pedido foi enviado oficialmente na sexta-feira (10) ao TRE. O magistrado explicou ao Portal Correio que o clima de acirramento entre os candidatos ao governo da Paraíba motivou a solicitação de mais segurança para a cidade no dia do pleito. A assessoria de imprensa

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“A disputa está muito acirrada entre os candidatos e isso provoca um clima de tensão entre os eleitores dos candidatos do governo. Para preservar a garantia da lei e da ordem, solicitei na sexta a convocação das tropas federais para o município”, explicou o juiz.

A assessoria de comunicação do TRE confirmou ao Portal Correio que o pedido está sob a relatoria do juiz Breno Wanderley. Para justificar o pedido das tropas para Patos, de acordo com o ofício protocolado na Justiça Eleitoral, o juiz justificou que “não é possível conferir total confiança na atuação da Polícia Militar da Paraíba. É fato que quando alguma irregularidade ou ilicitude é praticada na campanha da candidatura adversária ao do governador, a fiscalização é intensa e elogiável a ação da PM. No entanto, quando a candidatura é da própria ou simpática ao governador é reticente e estranha somente ocorre sob a vigilância e pressão dos agentes do Ministério Público, do magistrado ou da Polícia Federal. O que é muito ruim”, comentou o juiz.

Em outro trecho do documento, o magistrado afirmou que é “lamentável, numa esquisita omissão, a PM assistiu passivamente às organizações criminosas de delitos eleitorais e massiva distribuição de combustível ocorrida em simultaneamente em vários posto de combustíveis da cidade, no dia 4 de outubro às vésperas das eleições”, disse.

Alves ainda revelou que foram registradas ocorrências durante a campanha eleitoral no 1º turno. As carreatas lideram a lista de reclamações. “A dificuldade nos controles das carreatas foi o maior problema. Foram denúncias de corrupção eleitoral, com a distribuição de combustível, infrações de trânsito e briga durante o percurso entre coligações rivais”, disse o magistrado. A cidade de Patos é o 5º maior colégio eleitoral do estado onde estão aptos a votar 67.170 eleitores.

A Polícia Militar informou por meio de nota que respeita a decisão do juiz da 28ª Zona Eleitoral, mas desconhece qualquer ato de parcialidade ou omissão praticado por parte dos integrantes da instituição nas 223 cidades paraibanas, durante as eleições.

Segundo a PM, Comando Regional do Policiamento de Patos não recebeu nenhum expediente relatando sobre algum caso isolado que tenha levado o magistrado a pedir Tropas Federais para a cidade e que se chegar qualquer denúncia será devidamente apurada com os rigores da lei.

Ainda de acordo com a assessoria, o juiz Ramonilson Alves Gomes ficou acompanhado de forma permanente por dois policiais e os telefones do Comandante do Policiamento da Região, coronel Severino Gerônimo, esteve à disposição dele o tempo todo para qualquer acionamento imediato.

A PM disse também que de acordo com a assessoria, o juiz Ramonilson Alves Gomes ficou acompanhado de forma permanente por dois policiais e os telefones do Comandante do Policiamento da Região, coronel Severino Gerônimo, esteve à disposição dele o tempo todo para qualquer acionamento imediato.

A Polícia Militar informou ainda que reforça o compromisso e isenção que tem atuado para garantir a segurança no processo eleitoral, trabalho que no primeiro turno foi reconhecido por juízes eleitorais e pelo próprio Tribunal Regional Eleitoral.

Por portal correio

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