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quinta-feira, 23 de abril de 2015

O deputado Efraim Filho (DEM/PB) questiona Mendonça Neto, ex-dirigente da Toyo Setal.

O deputado Efraim Filho (DEM/PB), que pagamentos de propinas eram feitos ao Partido dos Trabalhadores (PT). / Fotos L Barbosa.
Depois de sete horas de depoimento na CPI da Petrobras, Augusto Mendonça Neto, ex-dirigente da Toyo Setal afirmou, nesta quinta-feira (23), ao deputado Efraim Filho (DEM/PB), que pagamentos de propinas eram feitos ao Partido dos Trabalhadores (PT).

Em suas fala durante esse período, segundo Efraim Filho, Mendonça Neto, declarou que corrupção na empresa só era “generalizada” em contratos firmados pelas diretorias de Refino e Abastecimento e de Serviços, comandados por Paulo Roberto Costa e Renato Duque.

Veja as respostas de Mendonça Neto, ao deputado Efrim Filho, na audiência da CPI na Câmara.
           
Efraim Filho: V.Sa., já se reportou como sendo refém de toda essa situação de pressão, tão violenta, durante todo esse tempo e se liberta trazendo a tona essa verdade, mas V.Sa., tem sido um pouco confuso... As sua tratativas eram com Renato Duque, homem forte da Petrobrás, diretor indicado pelo governo do PT e, nessa relação com Renato Duque , pelo que entendi, me corrija se eu estiver errado, havia uma planilha que deveria ser cumprida em função dos contratos com a Petrobrás, em determinado percentual. V.Sa., teria que pagar de comissão em termos de propina. Porém Renato Duque dizia que V Exa., fosse tratar com Vaccari e V.Sa dizia que tratei com vacari, mas falei sem falar no termo propina, mas há uma pergunta que precisa ficar clara pra diferir o que é doação e o que propina. Desse valor que o Sr., fazia doação ao PT era abatido da planilha com Renato Duque?


Mendonça Neto: Sim, os pagamentos que identifiquei  no meu depoimento,  que soma aproximadamente que soma aproximadamente R$  4 milhões, foram feitos a pedido do Renato Duque. Aliás, ele mesmo me orientou de que eu não precisava fazer nenhuma referência nem a ele, nem a Petrobras, nem a nada, nenhuma referência. Esses pagamentos eram vinculados a valores que eu deveria repassar para ele.                                                                     

Efraim Filho: Então não era simplesmente repasses, era abatido, dinheiro que o Sr devia ao Renato Duque, em virtude das propinas de favorecimento de contrato, quando pagas ao PT não precisava mais pagar ao Renato Duque, estava quitado?

Mendonça Neto: Sim, eu recebia orientação dele de fazer o pagamento daquela parcela do valor “e abatia da planilha” foi o que eu fiz
                                                                                                                          

Efraim Filho:  Perfeito, essa periodicidade de 60 mil reais, um pouco mais um pouco menos, que variava, era vinculada a execução do pagamento dos contratos da Petrobrás, ou seja, quando fazia um pagamento V.Sa , a partir desse pagamento, fazia doação ao PT?

Mendonça Neto: Não, não existia essa ligação de uma coisa com a outra, eu assumi pagamentos de alguns valores, propus um parcelamento, propus que ele fosse pago parceladamente e os pagava.

                                                                   

Efraim Filho: Apesar de não haver essa coisa de obrigatoriedade, mas V.Sa relatou algumas ligações do tesoureiro Vaccai para lhe cobrar, cobra a quem deve,  me reporta um pouco dessas ligações como é que o Vaccari, o vaccari lhe cobra como?

Mendonça Neto: Sim, é quando eu procurei algumas vezes a orientação para fazer esses pagamentos não foi uma vez só, me pediu algumas vezes. Algumas vezes que eu estive lá com ele, eu disse olha nós queremos fazer uma contribuição de um milhão de reais em parcelas, vou te pagar isso em dez parcelas de 100. Todo dia 10 eu, nós vamos fazer essas contribuições, tá bom, eu vou fazer e fiz.

O ex-executivo da Toyo afirmou que as empresas aderiam ao esquema de propina por medo de serem prejudicadas uma vez que os dirigentes da estatal  tinham poder para prejudicar as empresas na contratação de prestação de serviços.
“O poder que um diretor da Petrobras tem de atrapalhar era enorme. De ajudar, é pequeno. Na minha opinião, eles vendiam muito mais dificuldade do que facilidade. Na minha opinião, as empresas participavam muito mais por medo do que por facilidades.” Declarou Mendonça Neto.
Augusto Mendonça Neto entregou o PT e os petistas Renato Duque e João Vaccari Neto na CPI da Petrobras e confirmou que  o cartel de empreiteiras formado para combinar o resultado de licitações da Petrobras só se associou a diretores da estatal a partir de 2005, durante o governo Lula.


Asscom Dep Efraim 
Por Hosa Freitas
Fotos / L Barbosa. 

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