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quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Levy diz que não se recupera crescimento com ‘band-aid’

Por
Michel Filho e
MARTHA BECK
O Globo

Ministro da Fazenda Joaquim Levy, durante a Comissão Especial da DRU na Câmara dos Deputados.  Fotos  / L Barbosa.

Ministro cita Lava-Jato indiretamente ao dizer que o país está passando por uma transformação

BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou, que o Brasil precisa atacar problemas estruturais se quiser voltar a ter crescimento econômico. Segundo ele, não é possível recuperar a atividade apenas com “band-aid”. Levy, que participou da cerimônia de abertura do III Fórum Nacional de Direito e Infraestrutura, disse que esse processo passa pelo enfrentamento de problemas fiscais e de estabilidade regulatória.



— É assim que a gente constrói uma agenda para o crescimento. Você tem que ir nas questões estruturais. A gente não vai ter crescimento no Brasil só com band-aid. Isso é trabalho. Envolve uma parceria com a sociedade para que a gente possa ter um crescimento econômico com aumento da renda e do emprego — afirmou ele.






Em seu discurso durante o fórum, o ministro citou indiretamente a operação Lava-Jato, que revelou um esquema de corrupção na Petrobras, ao dizer que o país está passando por uma transformação e que esse é o momento de melhorar o ambiente regulatório para transformar custos de fatos passados, num ambiente mais transparente e mais aberto.


— O resultado, a transformação do ambiente que vem de todas as investigações que a gente vê se desdobrarem tem que alcançar um novo ambiente regulatório para alcançar real fruição. Apenas assim vamos transformar os inevitáveis custos de fatos passados em algo que vai estar permanentemente criando um ambiente mais transparente e mais aberto — afirmou o Levy.



Logo depois, o ministro foi perguntado sobre qual será o impacto, para a tramitação do ajuste fiscal, da prisão do líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS), ocorrida hoje por suspeita de tentar prejudicar as investigações da Lava-Jato. Levy, no entanto,

desviou do assunto:


— Algumas dessas coisas estão um pouco na esfera política. Tem que ser abordada pelos operadores políticos do governo, que terão uma avaliação muito mais concreta, muito mais ancorada do que a minha.






 

Logo em seguida, o ministro mudou o assunto para a agenda econômica, destacando que o governo tem trabalhado em instrumento para dar mais segurança aos investimentos em infraestrutura e simplificar a vida das empresas. Ele citou como exemplos as propostas de unificação da cobrança do PIS/Cofins e também a reforma do ICMS.


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