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sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Maternidade de João Pessoa registrou 17 casos de microcefalia; Saúde prepara boletim da Paraíba

Por Hyldo Pereira








Casos foarm registrados na Cândida Vargas / Divulgação
A maternidade Cândida Vargas, em João Pessoa, registrou dezessete casos de microcefalia este ano. Um dos bebês diagnosticados está sala de pré-parto, segundo informou o diretor técnico da unidade, Juarez Augusto, nesta sexta-feira (20). Na Paraíba, segundo dados da Secretaria de Saúde do Estado, 21 casos estão em investigação. No Nordeste já são 399 registro da doença.

O diretor informou que dos 17 casos registrados na maternidade nos últimos dias, 14 bebês já nasceram, dois estão em acompanhamentos no pré-natal e um na sala de cirurgia. Porém, ele informou que o número poderá evoluir. Os registros feitos pela maternidade são de casos de mães das cidades de João Pessoa, Conde, Juripiranga, Itabaiana, Bayeux, Lucena, Sapé e São Miguel de Itaipú.

“Esses são casos de bebês fecundados em fevereiro. O número, infelizmente, poderá aumentar quando as mães vieram para o pré-natal dos fetos fecundados em março e assim sucessivamente. Os casos estão sendo investigados pela nossa equipe e as mães recebendo todo o acompanhamento”, falou Juarez Augusto.

Em Campina Grande, já são 23 casos notificados pela Secretaria de Saúde do local. Na próxima terça-feira (24), um novo boletim epidemiológico será divulgado pela Secretaria de Saúde do Estado com os números atualizados de microcefalia.

O Ministério da Saúde decretou situação de emergência em saúde por conta do surto da anomalia em recém-nascidos. A pasta já registrou 399 casos de microcefalia na região Nordeste, até a terça-feira (17), em sete estados do Nordeste. O MS enviou orientações sobre notificação, vigilância e assistência às gestantes e aos bebês acometidos pela microcefalia.

Relação com zika vírus

A relação entre o zika vírus e a microcefalia ganhou força porque o micro-organismo foi identificado em duas gestantes da Paraíba. Elas apresentaram sintomas da infecção durante a gravidez e carregavam bebês com microcefalia confirmada.

Os casos foram descobertos por pesquisadores do Laboratório de Flavivírus do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz). Eles descobriram a presença do genoma do vírus Zika em amostras das gestantes, com fetos diagnosticados com microcefalia por meio de exames de ultrassonografia. O vírus — transmitido pelo mosquito da dengue, o Aedes aegypti — estava no líquido amniótico, que envolve o feto durante a gestação.

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