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quarta-feira, 22 de junho de 2016

Pista na Barreira do Cabo Branco é desinterditada pela Defesa Civil

Por
G1-PB





Pista na Barreira do Cabo Branco é desinterditada pela Defesa Civil
Defesa Civil fez avaliação de segurança após registro de deslizamento.
Uma das pistas segue interditada até para pedestres e ciclistas.

21/06/2016 17h58 - Atualizado em 21/06/2016 17h58


Uma das pistas que dá acesso ao farol de Cabo Branco, um dos principais cartões postais de João Pessoa, foi desinterditada nesta terça-feira (21). A área, que já era fechada para carros e motos, foi completamente bloqueada por motivos de segurança na sexta-feira (17), segundo o coordenador da Defesa Civil, Noé Estrela. O farol fica no alto da Barreira do Cabo Branco, uma falésia que é vizinha da Ponta do Seixas, o ponto mais oriental das Américas.

De acordo com Noé Estrela, o processo de erosão na Barreira do Cabo Branco acelerou na última semana por causa das chuvas, causando o deslizamento de uma parte da falésia em direção ao oceano na quinta-feira (16). Diante do registro, a pista foi interditada para que fosse feita uma avaliação de segurança na área, famosa por receber muitos turistas.

A Defesa Civil liberou apenas uma das pistas, que havia sido interditada com cercas, para pedestres e ciclistas. O local segue proibido para carros e motos. A pista que fica mais próxima à barreira vai continuar interditada por motivos de segurança.

21/06/2016 17h58 - Atualizado em 21/06/2016 17h58

Há cerca de três anos, a barreira do Cabo Branco começou a dar sinais de erosão mais visíveis. Atualmente, com a erosão mais agravada, ninguém mais pode passar a pé próximo da barreira. Em vários trechos é possível ver as marcas da violência do mar que, de acordo com estudos de universidades federais do Nordeste, avança em média um metro por ano.

A primeira interdição aconteceu no fim de 2014. "Tem que priorizar a área, saber se isso aqui é uma prioridade, vamos dizer assim, para a sociedade. Se for prioridade a gente tem que tomar as providências principalmente no que diz respeito à integridade física dos usuários, que está sendo colocada em risco o tempo todo", explicou o geógrafo Williams Guimarães.

Segundo a secretária de Planejamento de João Pessoa, Daniella Bandeira, o projeto de recuperação ainda não foi colocado em prática por falta de licença ambiental. "Esse é um projeto que traz uma intervenção forte, tanto em continente quanto em mar, e não há possibilidade que aqui a gente inicie e contrate esse projeto, já existente na Prefeitura de João Pessoa, sem o prévio licenciamento ambiental", disse.

Por meio de nota, a Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) informou que a Prefeitura tem que encaminhar a documentação completa necessária para a liberação ambiental da obra. A Prefeitura, no entanto, disse que toda a documentação já foi enviada há mais de um ano.

Projeto
A missão dos técnicos é reduzir a força do impacto das ondas contra a barreira e recompor o material que foi sendo retirado ao longo dos anos. Além disso, a barreira do Cabo Branco está situada numa região que até pouco tempo atrás era praticamente desabitada. No entanto, tem crescido em construções, asfaltos e moradias. Com isso, o solo ficou impermeável, ou seja, a água da chuva não tem para onde escoar.

O projeto propõe o reflorestamento da região e mais duas medidas para reduzir a força das ondas: o aumento da faixa de areia e a construção de barreiras no mar, os chamados gabiões. Isso deve frear o processo de erosão que, segundo os especialistas, é irreversível. Além disso, pode garantir por mais tempo a tradicional foto no Farol do Cabo Branco.



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