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Bancários da Caixa na Paraíba paralisam atividades nesta terça-feira (27)

As agências que aderiram à paralisação ficam fechadas até a meia-noite. Funcionários denunciam a venda de fatias do banco e o cenário caótico da instituição durante a pandemia.


Funcionários da agência da Caixa da Avenida Epitácio Pessoa, em João Pessoa, nesta terça-feira (27) — Foto: Zuíla David/TV Cabo Branco

Os funcionários da Caixa Econômica Federal na Paraíba deram início a uma paralisação que vai manter algumas agências do estado fechadas até a meia-noite desta terça-feira (27). O ato é classificado como sendo de “estado de greve”, em meio a uma mobilização nacional que segundo os organizadores tem o objetivo de denunciar a venda de fatias do banco (até então 100% público) e o cenário caótico pelo qual vêm passando os bancários da instituição.


Conforme o presidente do Sindicato dos Bancários da Paraíba, Lindonjhonson Almeida, pelo menos sete agências da Grande João Pessoa aderiram ao protesto nesta terça-feira (27). Já em Campina Grande, de acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários da cidade, os bancários decidiram não paralisar as atividades por conta da situação atual de pandemia e a preocupação com o atendimento ao público do auxílio emergencial.

Ainda de acordo com Lindonjhonson, nas agências que paralisaram serão realizadas reuniões nos locais de trabalho, além de protesto em agências estratégicas para dialogar com os empregados e a população. As atividades nas agências serão normalizadas a partir desta quarta-feira (28).

De acordo com o Sindicato dos Bancários da Paraíba, 81,62% dos funcionários da Caixa na Paraíba aprovaram a deliberação, em assembleia que foi realizada de forma virtual.

A mobilização tem como objetivo, também, exigir melhores condições de trabalho e de atendimento à população, por meio de mais contratações, proteção contra a Covid-19 e vacinação prioritária para os empregados do banco.

“Depois dos profissionais da saúde, a categoria bancária foi o segmento da classe trabalhadora que mais se expôs ao contágio pelo coronavírus, principalmente os empregados da Caixa, devido à concentração do pagamento do auxílio emergencial somado ao de outros benefícios sociais. Além do risco de contaminação dos empregados e seus familiares, que não têm prioridade para a vacinação contra a Covid-19, ainda foram obrigados a cumprir metas absurdas e a cobrir as lacunas existentes pela falta de funcionários”, explicou Lindonjhonson Almeida, presidente do Sindicato.

Depois, ele falou também em artifícios utilizados pelo Governo Federal para promover a privatização do banco público. “Os companheiros da Caixa Econômica estão dispostos à luta em defesa da Caixa 100% pública”, declarou.

Ele destaca especificamente que a Caixa Seguridade terá seu capital aberto na próxima quinta-feira (29), em mais uma ação indireta de privatizar o banco. Numa ação que, segundo o Sindicato, pode descapitalizar o banco e tirar uma de suas grandes fontes de receita.

Por G1 PB
R. jornal folha informa

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