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Família relembra cronologia dos dias de Patrícia Roberta antes do desaparecimento em João Pessoa


"O que minha filha fez para esse cara?", se perguntou o pai Paulo Roberto Silva, e declarou que a filha só deu amor, carinho e respeito a ele.


Patrícia Roberta, de 22 anos, é de Caruaru (PE) e está desaparecida após vir visitar amigo em João Pessoa — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

O suspeito de matar Patrícia Roberta foi preso na noite desta terça-feira (27). Os pais da vítima foram até a Central de Polícia Civil, em João Pessoa, quando souberam da prisão. A mãe lembrou das conversas que teve com a filha antes de ela desaparecer. "O que minha filha fez para esse cara?", se perguntou o pai Paulo Roberto Silva, e declarou que a filha só deu amor, carinho e respeito a ele.

Patrícia Roberta deixou de responder as mensagens da mãe no domingo (25), mas desde a sexta-feira (23) havia saído de Caruaru para João Pessoa. Desde então, manteve contato com a mãe, mas o pai não sabia da viagem.

Conversa entre Patrícia e a mãe marca a saída da jovem para João Pessoa — Foto: Reprodução/WhatsApp

Sexta-feira, 23 de de abril


Por volta das 17h, Patrícia mandou uma mensagem para a mãe avisando que estava saindo de Caruaru para João Pessoa. Enviou um vídeo e, por volta das 22h, disse que havia chegado na capital paraibana.

Sábado, 24 de abril

No sábado, ainda em conversas no WhatsApp, Vera Lúcia confirmou com a filha se ela havia levado algum documento e ela disse que sim. Por volta das 11h, elas conversaram por chamada de vídeo.

De acordo com a mãe, nessa conversa, ela percebeu a filha abatida e triste. Perguntou o que havia acontecido e ela confessou à mãe que Jonathan havia saído e deixado ela trancado em casa. Vera teria dito para Patrícia pedir socorro e que usasse o dinheiro que havia levado. Mas Patrícia respondeu dizendo que havia perdido o dinheiro.

Na noite do mesmo dia a mãe pediu notícia e Patrícia disse que ainda não havia nenhuma novidade, Jonathan ainda não havia chegado. A jovem voltou a pedir que nada fosse comentado com o pai. Em entrevista durante as buscas policiais pelo corpo da filha, Paulo Roberto declarou que, certa vez, Patrícia queria levar Jonathan na casa deles e Paulo não concordou.

"Se [ele] não aparecer, eu falo com a senhora", disse Patrícia para a mãe.

Patrícia conversa com a mãe sobre simuço de Jonathan, que a deixou presa em casa — Foto: Reprodução/WhatsApp

Domingo, 25 de abril


Às 10h, Vera Lúcia falou com a filha e pediu notícias. Ela respondeu dizendo que Jonathan havia avisado que estava voltando para casa. "Eu só quero ir pra casa", revelou Patrícia à mãe. Às 11h46, Patrícia avisou que Jonathan havia chegado e que voltaria junto com ele para Caruaru. "Já comprou as passagens", contou.

Depois disso, a mãe respondeu e não tever mais retorno. A última mensagem enviada por Vera Lúcia para Patrícia pedia respostas, por volta das 16h45, mas a filha já estava desaparecida.

Conversa entre Patrícia e a mãe no dia que a jovem desapareceu — Foto: Reprodução/WhatsApp

Terça-feira, 26 de abril


As buscas foram iniciadas pelas Polícias Civil e Militar na região do bairro de Gramame, em João Pessoa, onde fica o apartamento que Jonathan Henrique recebeu Patrícia Roberta. Durante as investigações, moradores contaram à polícia que tinham visto o suspeito sair em uma moto com algo que parecia ser um corpo em cima de uma moto e que, antes disso, ele saiu com um carrinho de mão, com um tambor de lixo em cima.

Em posse dessas informações, a polícia encontrou o corpo de Patrícia Roberta na tarde da terça-feira, em uma região de mata, dentro do tambor de lixo. O corpo estava envolvido com plástico e lençol e os pés da jovem estavam amarrados.

Corpo de Patrícia foi encontrado na tarde desta terça-feira (27) em mata, em João Pessoa — Foto: Walter Paparazzo/G1

Durante a noite, um amigo de Jonathan foi preso suspeito de envolvimento no crime. A partir disso, a Polícia Civil chegou até a localização de Jonathan, que no fim da noite desta terça-feira foi preso e encaminhado para a carceragem da Central de Polícia Civil.




Por Dani Fechine, G1 PB
R. jorna folha informa

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