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Paraíba bate novo recorde e registra mais de 16 mil casos de Covid-19 em uma semana

Avanço do novo coronavírus (Covid-19) na Paraíba — Foto: Arte: Diogo Almeida/G1

De acordo com os dados divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde, no período de 13 a 19 de junho deste ano, foram 16.946 casos da doença em todo o estado.

Na 24ª semana de pandemia no Brasil, a Paraíba registrou a maior quantidade de casos confirmados de Covid-19 pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), do governo do estado. No período de 13 a 19 de junho deste ano, foram 16.946 casos da doença em todo o estado. No mesmo período, em 2020, foram 8.537 casos registrados. O que significa um aumento nas infecções de quase 50% em 1 ano, segundo o levantamento feito pelo G1 com a TV Cabo Branco.

O dia com maior incidência de casos foi registrado em 10 de junho deste ano, com 3.911 casos, desde o primeiro caso revelado em 18 de março de 2020. Em relação às mortes, o dia mais letal divulgado pela SES foi 31 de março deste ano, quando foram registradas 73 mortes, coincidentemente, 1 ano após a primeira morte causada pela doença no estado da Paraíba. Foi um um homem com histórico de diabetes, de 36 anos, que morava em Patos, no Sertão do estado.

'É aquela doença, não é?': a história por trás da 1ª morte confirmada por Covid-19 na PB

Casos de Coronavírus na Paraíba
Dados de 13 a 19 de junho de 2021
2021Número de casos13/0614/0615/0616/0617/0618/0619/0620002200240026002800
15/06
 Número de casos: 2.358
Fonte: SES
Considerando os dias de 13 a 19 de junho deste ano, somam-se 2.034, 2.575, 2.358, 2.328, 2.457, 2.555 e 2.639 casos, respectivamente, registrados em 24 horas pelos 223 municípios do estado. (veja gráfico acima). Em contrapartida, o número de mortes atingiu 253 registros no mesmo período. Foram 33, 30, 39, 40, 32, 47 e 32 óbitos, também respectivamente, notificados pelos boletins diários emitidos pela SES, em parceria com as secretarias de saúde dos municípios.

De acordo com o médico infectologista Fernando Chagas, que também é diretor do Hospital Clementino Fraga, referência no tratamento contra Covid-19 em João Pessoa, nos meses anteriores, em que eram registrados menos casos, a maioria dos exames diagnósticos realizados eram os swabs com análise RT-PCR. "São os melhores exames que dão o diagnóstico a partir do RNA viral (diagnóstico com alta precisão). Porém demora um pouco para sair o resultado", afirmou.

Nesse sentido, como o exame era praticamente o único existente e, devido à alta quantidade solicitada ao mesmo tempo, os resultados não chegavam com precisão e em tempo real. Por isso as notificações não correspondiam à realidade dos casos. Nos principais serviços, hoje, os exames são realizados por meio do swab com análise de antígeno, outro método eficaz e com resultado mais rápido.

"Tem uma excelente sensibilidade (capacidade de diagnosticar), e tem o mesmo 'poder' do RT-PCR, que é a capacidade de evidenciar o vírus no momento em que ele se encontra no corpo do paciente (diagnóstico de fato), já que os exames sorológicos apenas nos mostram que o paciente teve contato com o vírus", disse Chagas.

Testes swabs têm diagnóstico com alta precisão — Foto: Arnulfo Franco/AP
Testes swabs têm diagnóstico com alta precisão — Foto: Arnulfo Franco/AP
Com o uso destes novos testes rápidos, houve um aumento considerativo dos diagnósticos de forma imediata. O paciente encaminhado aos serviços de saúde já sai do serviço com o diagnóstico positivo ou negativo da doença, e não mais com a suspeita, para ficar dias aguardando fechar o resultado. Isso aumentou a capacidade de acompanhar, de forma mais contundente, os índices de adoecimento pela Covid-19 em todo o estado.

Nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), por exemplo, são oferecidos diagnósticos imediatos até mesmo antes de casos em que é preciso internar os pacientes. Isso é positivo, segundo Chagas, porque há a possibilidade de separar quem tem de quem não tem o vírus, para evitar que, quem estiver com influenza, por exemplo, acabe sendo exposto também ao novo coronavírus.

"Mesmo que tenha caído o quantitativo de internações, estamos conseguindo diagnosticar mais. Isso reflete uma melhor precisão com os números de transmissibilidade. Mostra que o vírus está circulando muito e, consequentemente, transmitindo muito", ressaltou o infectologista.

Ainda sobre os benefícios de maior testagem, é possível identificar o maior alcance das transmissões no estado, em que há circulação de cepas como a variante Gama, Beta e Alpha. Além disso, os testes contribuem para uma melhor capacidade de diagnóstico, que revela letalidade e virulência de forma mais precisa, o que antes era difícil qualificar.

"Estamos com muita gente internada. Um alto número de pacientes em UTI, com alta transmissão, também com mudança no perfil dos internados, pois a maioria são de pacientes jovens que não foram ainda vacinados".

*Sob supervisão de Krys Carneiro.



Por Danilo Queiroz e Joalisson Douglas*, 
G1 PB e TV Cabo Branco
R. jornal folha informa

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